Família Mendola


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Famílias Cremon, Degliuomini e Bertassello

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Imigrantes Italianos

Famílias Cremon, Degliuomini e Bertassello


Todos os integrantes da família Cremon (ramo ao qual pertencemos) imigraram para o Brasil no ano de 1911, partindo do porto de Gênova por volta de 02/11/1911 no navio Cavour e desembarcando no porto de Santos/SP em 25/11/1911. Todos eram irmãos e residiam na cidade de Villa Bartolomea, localizada na Província de Verona, Região do Vêneto. Os 4 irmãos e suas respectivas famílias que imigraram para o Brasil são:

1) Nosso bisavô materno Ferdinando Cremon (33 anos - nascido em 1878 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Lavinia Degliuomini (nossa bisavó materna - 30 anos - nascida em 1880 na cidade de Villa Bartolomea) e os filhos Giuseppe (07 anos), Luigi (05 anos) e os gêmeos Romeo (nosso avô materno) e Giulietta (3 meses). A pequena Giulietta faleceu pouco tempo depois da chegada da família ao Brasil.


Ferdinando Cremon

Ao chegarem, nossos bisavós foram residir e trabalhar em fazendas nas regiões de Bocaina/SP e Trabijú/SP (uma delas com o nome de fazenda Bonfim) dedicadas ao cultivo de café, sendo que nestas regiões nasceram os filhos Maria, Ignez, Júlio e Antônio. Segundo informações, posteriormente a família residiu em Catanduva/SP e em meados de 1930 a família transferiu residência para a fazenda São Pedro em Ibirá/SP, cidade na qual nossa bisavó Lavinia faleceu. Por volta de 1940, alguns anos após o falecimento de nossa bisavó, nosso bisavô Ferdinando e alguns filhos transferiram residência para a fazenda Laranjal em Nhandeara/SP, cidade na qual o cultivo de algodão estava em franca expansão. Acreditamos que nesta ocasião, alguns filhos de nossos bisavós que já encontravam-se casados, decidiram seguir outros caminhos indo residir em outras regiões do Estado de São Paulo, como por exemplo Marília/SP, local este onde Giuseppe Cremon (filho mais velho de nossos bisavós) residiu por muitos anos. Em meados de 1948, nosso bisavô Ferdinando acompanhado de alguns de seus filhos transferiram residência para a cidade de Jales/SP, indo residir no Distrito de Vitória Brasil (em 1996 o Distrito de Vitória Brasil foi elevado à categoria de município). Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes de nossos bisavós residindo nas cidades de São Paulo/SP, Santo André/SP, Itupeva/SP, Jundiaí/SP, Jales/SP, Santa Fé do Sul/SP, Marília/SP, Pompéia/SP e Dracena/SP. Nossa bisavó Lavinia faleceu por volta de 1936, provavelmente na cidade de Ibirá/SP, onde está sepultada. Nosso bisavô Ferdinando faleceu em 1956 e está sepultado na cidade de Vitória Brasil/SP.

Nosso avô Romeo Cremon casou-se com Rozina Della Colletta (nossa avó materna) em 1937 na cidade de Ibirá/SP, cidade na qual residiram por alguns anos. Nossos avós residiram também nas cidades de Nhandeara/SP, Jales/SP, Estrela D'Oeste/SP e Santo André/SP, para onde a família se transferiu em meados de 1950. Nossa avó Rozina faleceu em 1973 e o nosso avô Romeo em 1976, ambos na cidade de Santo André/SP onde estão sepultados.

Com relação a informações sobre os irmãos de nosso avô Romeo, relatamos abaixo o que obtivemos até o presente momento. Gostaríamos que as pessoas que souberem um pouco da história destas famílias e de seus descendentes, entrassem em contato conosco para fornecer-nos maiores detalhes, pois possuímos poucas informações a respeito destes nossos antepassados.

Giuseppe Cremon casou-se com Adélia Zampieri, sendo que vários descendentes deste casal residem nas cidades de Marília/SP, Pompéia/SP e Dracena/SP. Adélia faleceu em 1974 e Giuseppe em 2001, ambos na cidade de Marília/SP onde estão sepultados.

Luigi Cremon casou-se com Lúcia Barazioli (com relação ao seu sobrenome, constatamos que o sobrenome Barazioli não existe atualmente na Itália, onde encontramos a variante "Baraziol"), sendo que vários descendentes deste casal residem na cidade de Santo André/SP. Luigi faleceu em 1987 na cidade de Santo André/SP onde está sepultado.

Maria Cremon casou-se com Francisco (até o presente momento desconhecemos seu sobrenome) e tiveram um filho que faleceu ainda pequeno. Após o falecimento de Francisco, Maria casou-se com João Forni, sendo que descendentes deste casal residem na cidade de Jales/SP. João faleceu em 1975 e Maria em 2001, ambos na cidade de Jales/SP onde estão sepultados.

Ignez Cremon casou-se com Alberto Trevizoli (com relação ao seu sobrenome, constatamos que o sobrenome Trevizoli não existe atualmente na Itália, onde encontramos as variantes "Trevisol" e "Trevissoi"), sendo que vários descendentes deste casal residem nas cidades de Jales/SP, Santa Fé do Sul/SP, São José do Rio Preto/SP e São Paulo/SP. Alberto faleceu em 1986 e Ignez em 2008, ambos na cidade de Jales/SP onde estão sepultados.

Júlio Cremon casou-se com Rosina Grassato em 1945 na cidade de Nhandeara/SP, sendo que vários descendentes deste casal residem nas cidades de Santo André/SP, Praia Grande/SP, Salto de Pirapora/SP e Taubaté/SP.

Antônio Cremon casou-se com Maria Augustini (com relação ao seu sobrenome, constatamos que o sobrenome Augustini é pouco freqüente atualmente na Itália, onde encontramos com maior freqüencia a variante "Agostini"), sendo que vários descendentes deste casal residem na cidade de Santo André/SP.


2) Tiziano Cremon (35 anos - provavelmente nascido em 1876 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Maria (34 anos), e os filhos Giovanni (13 anos), Giuseppina (10 anos), Armelino (09 anos), Maria (07 anos) e Ida (05 anos). Com certeza o casal teve mais alguns filhos aqui no Brasil, porém ainda não possuímos estas informações. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo na cidade de Guarulhos/SP.


3) Attilio Cremon (38 anos - provavelmente nascido em 1873 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Elvira Bellini (35 anos), os filhos Giacomo (13 anos), Adele (10 anos), Elodia (07 anos), Guido (06 anos), Giovanni (02 anos) e a matriarca da família Anna Maria Bertassello (62 anos, viúva) que também estava sob sua responsabilidade. Com certeza o casal teve mais alguns filhos aqui no Brasil, porém ainda não possuímos estas informações. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Nova Europa/SP, São Paulo/SP, Sorocaba/SP, Santos/SP, Maringá/PR e Florianópolis/SC. Segundo informações o casal Attilio e Elvira estão sepultados na cidade de Nova Europa/SP.

Em 17/08/2003 recebemos um e-mail (com grande satisfação) de um descendente (Rosalindo - bisneto) de Attilio Cremon residente na cidade de Maringá/PR, onde o mesmo nos informou que o nome da esposa de Attilio seria
Lavinia Bellini (na certidão de desembarque que possuímos consta como Elvira) e o nome de uma das filhas deste casal seria Elide (na certidão de desembarque que possuímos consta como Adele).

Em 02/08/2004 recebemos um e-mail (com grande satisfação) de um descendente (Marcelo - bisneto) de Attilio Cremon residente na cidade de Sorocaba/SP, onde o mesmo nos informou que Anna Bertassello (matriarca da família Cremon) residiu, faleceu e está sepultada na cidade de Nova Europa/SP.

Em 12/10/2005 recebemos um e-mail (com grande satisfação) de um descendente (Luiz Fernando - bisneto) de Attilio Cremon residente na cidade de São Paulo/SP, onde o mesmo nos informou que sua avó materna
Elodia (filha do casal Attilio e Elvira) casou-se com Pedro Rossi. O casal Pedro e Elodia teriam residido nas cidades de Nova Europa/SP, Boa Esperança do Sul/SP, Votuporanga/SP e Araraquara/SP, cidade na qual residiram por mais tempo. Informou também que Attilio, Elvira, Giacomo (primogênito do casal Attilio e Elvira), Elodia e seu esposo Pedro Rossi estão sepultados na cidade de Nova Europa/SP.


4) Giulio Cremon (41 anos - provavelmente nascido em 1870 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Silvia (37 anos), os filhos Marcellina (14 anos), Plinio (12 anos), Artiade (09 anos), Ferrucio (07 anos), Elio (06 anos), Silvio (05 anos), Umberto (04 anos - vide comentários) e Albino (01 ano). Segundo informações, o casal teve mais um filho aqui no Brasil chamado Otavino. O casal teria residido e trabalhado em fazendas de café nas regiões de Ribeirão Preto/SP, Ibirá/SP e Birigui/SP. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de São Paulo/SP, Guarulhos/SP, Fernandópolis/SP, Birigui/SP e Araçatuba/SP.

Em 10/09/2000 recebemos um e-mail (com grande satisfação) de um descendente (Valdecir - bisneto) de Giulio Cremon residente na cidade de Fernandópolis/SP, onde o mesmo nos informou que Giulio e Silvia possuíam mais um filho de nome
Umberto (04 anos) que imigrou junto com o casal (na certidão de desembarque que possuímos não consta esta informação).

Em 03/02/2005 recebemos um e-mail (com grande satisfação) de um descendente (Édipo - trineto) de Giulio Cremon residente na cidade de Araçatuba/SP, onde o mesmo nos informou que o nome da esposa de Giulio seria
Silvia Alexandrina e que o casal teve mais um filho aqui no Brasil chamado Otavino (seu bisavô).


Nosso bisavô Ferdinando possuía outro irmão, chamado
Giuseppe Cremon, que não imigrou para o Brasil, permanecendo na cidade de Villa Bartolomea. A pouco tempo atrás conseguimos localizar os descendentes de Giuseppe na Itália. Eles continuam residindo na cidade de Villa Bartolomea e nos informaram que Giuseppe foi casado com Angela Bellini, e que desta união nasceram 3 filhas (Norma, Tosca e Anna). Giuseppe faleceu em 1955 e Angela em 1961, ambos na cidade de Villa Bartolomea onde estão sepultados.

Casa habitada pela família Cremon em Villa Bartolomea (VR) antes da partida para o Brasil em 1911
Fonte: Fotografias extraídas do livro
UN "SOGNO" E UN DRAMMA DI IERI E DI OGGI



Comentários
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Os irmãos Ferdinando, Tiziano, Attilio e Giulio eram filhos do casal Giacomo Cremon e Anna Maria Bertassello (casados em 1870 na cidade de Villa Bartolomea). Giacomo Cremon nasceu em 1845 na cidade de Villa Bartolomea e faleceu em 1885 também na cidade de Villa Bartolomea onde está sepultado. Anna Maria Bertassello nasceu em 1849 na cidade de Merlara, localizada na Província de Padova, Região do Vêneto. Anna Maria imigrou junto com seus filhos, vindo a falecer aqui no Brasil, provavelmente na cidade de Nova Europa/SP, onde estaria sepultada. Existe na cidade de Villa Bartolomea uma rua chamada "Via Bertassello", uma homenagem aos antepassados da família de nossa trisavó Anna Maria.

Giacomo Cremon era filho do casal
Domenico Cremon e Rosa Prini (Domenico Cremon era filho de Giacomo Cremon e Teresa Porta) e Anna Maria Bertassello era filha do casal Domenico Bertassello e Domenica Vignola.

Segundo informações, nosso bisavô Ferdinando era uma espécie de marceneiro e confeccionava cadeiras de "palhinhas", aquelas que o encosto e o assento são como uma tela vazada, sendo que a maior parte do ano ele ficava trabalhando na Alemanha.

Alguns descendentes de nosso bisavô Ferdinando possuem a grafia de seu sobrenome distorcida, escrito como "
Cremão".

Nossa bisavó Lavinia era filha do casal
Giuseppe Degliuomini e Luigia Beozzo (casados em 1872 na cidade de Villa Bartolomea), que não imigraram para o Brasil, permanecendo na Itália. Giuseppe Degliuomini nasceu em 1846 na cidade de Bevilacqua, localizada na Província de Verona, Região do Vêneto e faleceu em 1903 na cidade de Villa Bartolomea onde está sepultado. Luigia Beozzo nasceu em 1845 na cidade de Villa Bartolomea (não conseguimos descobrir a data e nem o lugar de falecimento de Luigia Beozzo. Descobrimos que no censo de 1911 seu nome não constava mais na relação dos residentes na cidade de Villa Bartolomea). Existe na cidade de Villa Bartolomea uma rua chamada "Via Degliuomini", uma homenagem aos antepassados da família de nossa bisavó Lavinia.

Giuseppe Degliuomini era filho do casal
Alessandro Degliuomini e Angela Zaccagnini e Luigia Beozzo era filha do casal Paolo Beozzo e Maria Oltramari.

Alguns documentos brasileiros que possuímos, trazem a grafia do sobrenome de nossa bisavó Lavinia totalmente distorcida, escrito como "
Delioni" e "Degliomine". Somente está registrado aqui a integrante da família Degliuomini que imigrou para o Brasil em 1911, no navio Cavour, sendo que os demais imigrantes (se houveram) serão acrescentados na medida em que conseguirmos maiores informações e detalhes.

Em 01/08/2002 nosso antigo livro de visitas foi assinado por uma descendente de italianos residente na cidade de Curitiba/PR, informando-nos que sua bisavó materna chamava-se
Lucia Luigia Beozzo e era casada com Agostino Sandrini. Segundo seu relato, seus bisavós maternos são provenientes da cidade de Villa Bartolomea e imigraram para o Estado do Paraná em 18/12/1888. Lucia nasceu em Villa Bartolomea no ano de 1864 e era filha do casal Bernardo Beozzo e Giovanna Porta.

Recentemente descobrimos outros integrantes da família Cremon (não pertencem ao nosso ramo) que imigraram para o Brasil. Estas informações foram obtidas durante pesquisa realizada no banco de dados do Memorial do Imigrante em São Paulo/SP, referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes. Porém, possuímos somente a data de desembarque, desconhecendo o nome do navio em que viajaram, bem como suas cidades de origem/destino. Confira abaixo as informações encontradas:

.: Maria Cremon, juntamente com seu filho Antonio. Esta família desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 11/12/1888.

.: Luigia Cremon, juntamente com seus filhos Eugenio, Maria e Silvio. Esta família desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 23/12/1888.

.: Carlo Cremon, aparentemente imigrou sozinho e desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 06/11/1890.

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Giovanni Cremon, juntamente com sua mãe Maria. Esta família desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 18/12/1891.

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Carlo Cremon, juntamente com sua esposa Filomena. Esta família desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 28/01/1895.

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Giovanni Cremon, juntamente com sua esposa Carolina e os filhos Angelo, Cesare e Luigi. Esta família desembarcou no Brasil (porto de Santos/SP) em 01/02/1897.


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